Tem coisa boa na educação

Escola Municipal José Sarney 
Sabe aquela história de pagamento de R$ 200,00 reais
na educação? Então, isso agora é coisa do passado em Coelho Neto. Para quem não
sabe, ou não lembra, nos últimos a Secretaria Municipal de Educação, havia
implantado um projeto mirabolante chamado Ciranda Pedagógica no Ensino Fundamental I, onde estagiários
trabalhavam na Educação Municipal, em salas de aula, nos dias de quinta-feira e
sexta-feira, quando os professores efetivos já tinham concluído sua carga
horaria semanal. Por esses dois dias semanais os estagiários recebiam R$ 200
reais mensais, e uma promessa de contrato quando formassem, se tivesse vaga.
O
lado bom desse projeto, é que dava oportunidade de estudantes universitários da
cidade colocarem em pratica aquilo que aprendiam na Universidade, o que
fortalecia ainda mais seus conhecimentos, era a teoria sendo posta em pratica.
A grande desvantagem era a forte desvalorização, pois esses duzentos reais que
eram pagos não os valorizava em nada o trabalho desses estagiários, e muitas
vezes esse pagamento de R$ 200 reais atrasava por dias, e até meses, sem falar
que a qualidade do ensino passado para os alunos é inferior, pois um estudante universitário
na maioria dos casos não rende tanto quanto um professor com anos de pratica.
Sendo sincero, na época da implantação desse famigerado projeto, a prefeitura
encarava isso como uma forma de pendurar mais gente na folha de pagamento da
educação, e um favor para os estagiários que entravam na sala de aula por dois
dias.

Prefeito Américo de Sousa (PT), Secretário de Educação Milton Mourão e Franco Filho que
brevemente deverá assumir a Secretária de Comunicação
O
agora Secretário Municipal de Educação Milton Mourão, está eliminando essa Ciranda
Pedagógica das escolas municipais, e fará isso com a valorização dos
professores da rede municipal que trabalham o Ensino Fundamental I. A proposta que o Secretário de Educação tem
levado pessoalmente até os professores, é de pagar um complemento salarial sob
forma de gratificação, para aqueles professores da rede municipal que aceitarem
permanecer na sala de aula nas quintas e sextas.
A
gratificação funcionará da seguinte forma. Os professores de Coelho Neto hoje
são divididos em três classes de acordo com seu plano de cargo e carreira, que
são: A, B e C. Segundo a estratégia pensada pela equipe da Secretaria de
Educação, se um professor for Classe A ele receberá R$ 688,00 reais por turno
de aula, logo se ele tem dois turnos esse valor dobra. Se o professor for
Classe B ele receberá R$ 736,45 reais por turno, logo se tiver dois turnos,
esse valor também dobrará. Se o professor for Classe C ele receberá R$ 785,00
reais por turno de aula, e da mesma forma esse valor dobra se o professor tiver
dois turnos. Cabe destacar que esse valor vem a mais no salário, sem desconto
algum, limpo e seco.
Professores escutam Secretário Milton Mourão
em conversa durante Jornada Pedagógica 
Digamos
que um professor, e aqui estou dando um exemplo, ganhe R$ 1800 reais líquidos,
já com todos os descontos, e esse professor seja Classe A com dois turnos,
lembrando que se trata de um exemplo. Se esse professor aceita ficar na sala de
aula na quinta e sexta, esse professor ganhará R$ 1800 reais, que já é o seu
salário, mais R$ 688,00×2. Ao final do mês, no total, esse professor ganhará R$
3176 reais.  Não é brincadeira, façam os cálculos e constatem, o professor
quase que dobra seu salário no mês. Isso é valorização real.
Secretário de Educação Milton Mourão
em fala aos servidores da educação
Conversando
com Milton Mourão, secretário de educação, ele disse que espera com essa medida
elevar a motivação dos professores da dentro das salas de aula, fazendo assim as
aulas renderem mais, e por consequência melhorando a qualidade do ensino
ofertado pelo município. Milton argumentou ainda que com esse sistema não
haverá mais quebra de conteúdo dentro da sala de aula. Antes um aluno tinha um
professor de segunda até quarta, e na quinta e sexta chegava um estagiário, que
na grande maioria dos casos não dava continuidade ao trabalho que o professor
vinha desenvolvendo na semana, e não conseguia controlar de forma eficiente a
turma. Então quando o professor voltava na segunda, era normal encontrar uma
sala de aula indisciplinada, e com conteúdo incompleto. “Aqui estamos
oferecendo uma valorização real aos professores, motivando ele a permaneceram
na sala de aula. Não teremos mais quebra de conteúdo, e fazemos o maior salário
do Maranhão crescer ainda mais”, falou o secretário de educação.  

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