Prefeitura de Coelho Neto envolvida em investigação por Agiotagem



Ontem no final da tarde
começou a rodar nos grupos de Whatsapp, e no privado de algumas pessoas a
imagem acima. Nela vemos listados municípios que supostamente seriam alvo de
uma operação por parte do Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações
Criminosas (Gaeco) nos próximos dias. Mas a
verdade é que essa lista veio a púbico no dia 04 de abril de 2015, e desde
então nada aconteceu em Coelho Neto, apesar de a investigação ainda estar em
curso.   

Embora a
lista não identifique os 
nomes
dos 41 prefeitos e ex-prefeitos envolvidos
no esquema que escamoteava verbas da educação e da saúde, as investigações da
Superintendência Estadual de Investigações Criminais (Seic) se concentram
unicamente no período de 2009 a 2012, ano em que Soliney já comandava a cidade.
Desde o
início da Operação Imperador, deflagrada no final de março deste ano e que
incluiu o nome da prefeitura da máfia da agiotagem, o prefeito tenta se valer
de uma certidão emitida em maio de 2013, que teria sido dada pela própria Delegacia
Geral de Polícia Civil, mas em atendimento a uma solicitação protocolar, apenas
para não atrapalhar as investigações, que correm em sigilo.
Além de
prefeitos e ex-prefeitos, as investigações da Seic também apuram o envolvimento
de empresários, nomeados pelo governador Flávio Dino (PCdoB), deputados
estaduais e vereadores de São Luís na máfia da agiotagem.


Rosangela Curado ao lado de Soliney Silva.
Durante
esse período que vai de 2009 a 2012, foi descoberto em Coelho Neto, na
Secretaria de Saúde, que na época era comandada pela Odontóloga Rosangela
Curado (PDT), que estava havendo em escamoteamento de dinheiro público
destinado a saúde.

Durante
gestão dela na saúde coelhonetense, foram pagos 193.291 mil procedimentos
médicos com recursos do SUS destinados à Prefeitura de Coelho Neto. O que mais
chama a atenção é que na época segundo dados do IBGE a cidade tinha apenas
46.792 habitantes que, se somados aos moradores das cidades vizinhas de Duque
Bacelar, Buriti e Afonso Cunha, que poderiam ser assistidos com os recursos
enviados para Coelho Neto, totalizariam 88 mil pessoas, menos da metade das
mais de 193 mil que teriam sido tratadas de glaucoma, com o detalhe de que
apenas as pessoas da terceira idade, cerca de 12% dos 88 mil potenciais
clientes do SUS, poderiam ter a doença.



A
fraude, de obvia, faz pensar que Rosângela Curado nunca imaginou que um dia
seria auditada pelo SUS. Tem médico que colocou no bolso R$ 655.853,69 num mês,
como se nos 19 dias úteis de abril de 2011 um único profissional teria atendido
13.490 pacientes, ou feito procedimentos em 26.980 olhos, 25 segundos para cada
olho sem intervalo para a saída e entrada de pacientes, isso considerando que o
médico ficava até 10 horas em pé num centro cirúrgico ou no ambulatório.



O que
mais faz pesar a mão dos auditores contra Rosângela Curado é o fato de apenas
um dos quatro médicos pagos por ela, para “curar” 193 mil pacientes de
glaucoma, ter especialidade em oftalmologia. Os outros três são clínicos gerais,
o que, para o SUS, se constituiu em ato de extremo risco para os doentes tê-los
submetidos a essa situação, se, de fato, essa multidão toda tivesse sido
“tratada”. E mais: Curado declarou que esses procedimentos eram feitos em
ambientes improvisados, em casas arranjadas pelas prefeituras, em regime de
mutirão.




A
auditoria também condena o fato dela ter alegado, em defesa, que teria atendido
gente em outras regiões, o que não se justifica, e determina que seria técnica
e humanamente impossível atender tanta gente no espaço de tempo declarado nas
faturas pagas. Um único médico, sem especialidade para tratar doenças dos
olhos, faturou R$ 3.382.792,89 em cima de 74.424 procedimentos, ou seja,
148.848 olhos tratados.



“Especialistas”
– Os mesmos médicos e diretores da clínica contratada por Rosângela Curado
suspeitos de malversação de mais de R$ 8,2 milhões das contas da Prefeitura de
Coelho Neto respondem por crimes idênticos cometidos com uma clínica de razão
social diferente no município piauiense de Água Branca. Lá o rombo foi de R$
2,5 milhões e incluiu ousadias como o mesmo profissional atendendo em 15
cidades no mesmo dia, pessoas mortas há mais de dois anos sendo operadas até
duas vezes e declarações falsas de porte de especialidade em oftalmologia.

No caso do Maranhão, Rosângela Curado foi chamada pelo SUS para devolver os R$ 8.278.517,20. 

Contribuição portal brasil247 e portal autal7 (atual7).
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