Ataques aos Vereadores: A quem interessa?

Para entendermos a origem dos Ataques ao Legislativo Municipal de Coelho Neto é preciso voltar um pouco no tempo. No dia em que o vereador Marcos Tourinho (PDT) foi escolhido para presidir a casa, foram intensas as comemorações nos grupos da oposição da cidade, quem mais festejou, chegando a dar pulos de alegria, foi o vice-prefeito de Coelho Neto, o senhor Antônio Pires (PCdoB).

O vice-prefeito tinha na época expectativas elevadas com a chegada de Marcos Tourinho ao comando da Câmara de Vereadores. Esperava que com a ascensão de Tourinho uma série de constrangimentos fossem criado ao prefeito Américo de Sousa (PT), quem sabe até instaurada uma Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) que pudesse levar ao impedimento do gestor municipal, o que lhe colocaria de imediato no comando da cidade.

Pires seria o maior beneficiado, mas não o único. Pelos menos dois vereadores e meia dúzia “lideranças políticas” que fazem a política com viés fisiológico em Coelho Neto também esperavam que a Câmara de Vereadores entrasse em rota de colisão com o Executivo Municipal, na expectativa de colher frutos com essa briga. Desejavam que Marcos Tourinho emparedasse o Américo, forçando uma distribuição de cargos e benefícios em um esquema semelhante ao que acontecia na gestão do ex-prefeito Soliney Silva (MDB), algo que também nunca aconteceu.

Alguns inclusive se anteciparam aos fatos, e prometeram aquilo que ainda não tinham com a convicção que os atritos entre Américo e Marcos Tourinho não custariam pipocar.

Como nada aconteceu, e a relação entre Executivo e Legislativo continua dentro da normalidade democrática, não restou outra alternativa que não fosse partir para o ataque. Se Marcos Tourinho não agiu contra o prefeito Américo “por bem”, esperam que sob artilharia pesada o presidente seja forçado a se defender atacando o prefeito Américo de Sousa. E nada disso der certo, eles já tem pronta uma campanha estimulando a população a não reeleger nenhuma vereador.

A estratégia pode funcionar, mas também pode dar muito errado. Não custa lembrar que as peças no xadrez se movem nos dois lados, e o próxima mexida pode deixar essa parte da oposição em maus lençóis.

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