Arcéu Zhú Industrial LTDA

Uma
postagem de Facebook trouxe uma Luz de esperança para economia Coelhonetense, na
tarde de quarta-feira (08) o Secretário de Estado de Industria, Comércio e
Energia Simplício Araújo, em sua rede Social, comunicou a todos os maranhenses
que uma empresa se instalará em Bacabeira e Coelho Neto para fabricar piso e
vigas de Bambu. “..
a empresa ARCEO
ZHÚ INDÚSTRIA LTDA investirá R$ 15 milhões nos municípios de Coelho Neto e
Bacabeira.”, disse o secretário de estado.



Arnaldo Garbarino próprietario da Arceo Zhú fala sobre sua iniciativa de instalar
em Coelho Neto empresa de beneficiamento de Bambu. 

Mas afinal de contas, essa empresa vem mesmo
para Coelho Neto? Essa é uma pergunta de 360 empregos, e aproximadamente R$ 1,5
milhões de reais. Em busca dessa reposta conversamos ainda na quarta-feira com
o empresário Arnaldo Garbarino, proprietário da empresa Arceo Zhú, que me contou
detalhes sobre sua empreitada, e como chegou até Coelho Neto.


Em começo de conversa, o empresário falou da
viabilidade do projeto de instalação da empresa em Coelho Neto, onde a matéria
prima é exatamente a que ele precisa para fazer o projeto acontecer. A empresa
beneficiará bambu para substituição de madeiras nobres através de um projeto
inovador desenvolvido fora do país, de forma que essa será uma empresa
pioneira, evitando assim a derrubada de arvores nobres como cumaru e o ipê.

Arnaldo falou também sobre a geração de
empregos, onde em um primeiro momento serão gerados 50 empregos em 02 linhas de
produção de beneficiamento do bambu, que abastecerão 01 linha de produção em
Bacabeira que produzirá o produto final, vigas e pisos, gerando 60 empregos.


Porém ele destacou que a fábrica em Bacabeira
começará com 01 linha de produção, mas poderá ter até 03 linhas de produção, e
que tudo dependerá da procura e venda do produto final. Sendo assim, com as 03
linhas de produção em funcionamento em Bacabeira, aqui em Coelho Neto poderá
chegar a ter até 06 linhas de produção, com 150 empregos sendo gerados.


Bambusa Vulgaris é considerado o ideal para beneficiamento e posterior produção Piso e Vigas 

Quanto a matéria prima, Arnaldo falou que o
Bambu será comprado da empresa AGRIMEX S/A de propriedade do Grupo João Santos,
que tem aqui em Coelho Neto a plantação do Bambusa Vulgaris, que é exatamente o
que a empresa dele precisa beneficiar para posteriormente produzir Vigas e
Pisos. Frisou que já esteve em contato com os representantes do Grupo João
Santos, que ofereceu um preço que atende perfeitamente as necessidades econômicas
de sua empresa.


Arnaldo ainda recordou que para que cada linha
produção de sua empresa, o Grupo João Santos através da AGRIMEX S/A precisará
de 80 pessoas em seu quadro de funcionários, logo quando as 03 linhas de
produção de Arnaldo estiverem funcionando, AGRIMEX S/A terá que dispor de 240 funcionários.

Isso significa que ao todo a empreitada de
Arnaldo em Coelho Neto produzirá 390 empregos, sendo 150 diretos, e 240
empregos indiretos.

Quanto ao investimento, serão investindos nesse
primeiro momento R$ 500 mil reais para instalação das duas fabricas menores em
Coelho Neto, com uma linha de produção em cada, que abastecerão a fabricar maior
em Bacabeira, que terá uma linha de produção, nesse momento inicial. Quando
houver aumento na linha de produção em Bacabeira, aumenta as linhas de produção
em Coelho Neto, por consequência aumenta o investimento, que poderá chegar em
até R$ 1,5 milhão de reais apenas em Coelho Neto.   

Contrapartida, ao final da entrevista
questionei o empresário Arnaldo Garbarino sobre que contrapartida ele estaria buscando
junto ao município. Ele foi logo esclarecendo que não estava pedindo nada em
relação a terras, impostos ou quaisquer coisas nesse sentido, a única
contribuição que ele pede ao poder Público Municipal é no tocante ao preparo da
mão de obra, fornecendo para a população treinamento, capacitação, cursos
profissionalizantes para que as pessoas da cidade possam preencher as vagas que
serão ofertadas pela sua empresa. “Ter um centro de treinamento, e nos dá o
suporte com relação ao que os funcionários irão precisar da empresa. Não vou
precisar de terras do município, nada nesse sentido. Quero trazer emprego para
cá [Coelho Neto], e preciso [em troca] receber uma mão de obra qualificada”,
foi o que disse o empresário.

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